Brasil Game Show 2015 – Análise

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A Brasil Game Show é a maior feira de games da América Latina, não devendo nada a outras edições como de a feira de Tokyo, perdendo apenas para a E3 nos Estados Unidos. A seguir irei citar os prós e contras que me deparei durante o dia 8 de outubro, primeiro dia da feira e tecnicamente dedicada “à imprensa”.

Nos dias do evento foram disponibilizados na saída da estação de metrô Portuguesa/Tietê três ônibus de uma empresa contratada para locomover os visitantes até o local da feira. O local não é muito distante, mas é uma comodidade interessante cedida novamente pelo evento (que já fez isso em outras edições) e um ponto positivo independente dos contratempos que irei mencionar mais para a frente.

Ao chegar no evento fui muito bem recebido e senti que todos os staffs eram bem informados e prestativos, todos sabiam me informar localizações, pontos importantes, onde pegaria meu porta-crachá, e etc. A exceção fica para os seguranças que provavelmente sequer sabiam que se tratava de um evento de games, pois muitos deles fitavam diversas coisas do evento e era difícil ver um deles prestando atenção no público e no movimento.

Os stands eram grandes com destaque para os da Ubisoft Brasil que trouxe Assassin’s Creed, Just Dance e muitas outras novidades que iremos mencionar em uma matéria específica e o da Activision que deu destaque a Call of Duty Black Ops 3 e Destiny – The Taken King. Como já estava na entrada, decidi ir de cara no stand da Activision e o primeiro e talvez o problema que mais me incomodou o dia inteiro veio a tona.

O ingresso VIP é vendido pelo evento para quem deseja conferir as atrações no dia de imprensa, dia qual, tecnicamente seria dedicado à imprensa para criar matérias, criar notícias e etc. Salvo as exceções como excursões especiais que precisam de uma liberdade de movimentação maior do que a dos dias comuns. Porém o que mais se via no evento eram crianças (muitas desacompanhadas dos pais) que não paravam de gritar e reclamar de tudo.

Mas a choradeira infantil ainda é suportável, o que realmente atrapalhou foi a quantidade de pessoas que compraram, que criavam filas de 30 minutos para teste de um único game. Nada contra os mais afortunados que podem bancar o tal passe VIP, mas eu como muitos outros estão ali para trabalhar, são videogames e uma forma de entretenimento, mas o nosso trabalho é sério, tanto que raramente voltamos a um stand depois de visitá-lo, tirar fotos e escrever uma breve resenha.

O evento abriu às 12h00 e encerrou as 20h00 suas atividades, foram mais de 50 jogos expostos, é apenas uma questão de matemática, se você demora 30 minutos em uma fila, não consegue cobrir o evento por completo. Sendo que os outros dias não são uma opção, pois o público é bem maior e fica bem mais complicado de se locomover, sequer conseguir material para o site, blog, etc.

A estrutura é excelente e é fácil se orientar dentro do evento, os stands foram bem distribuidos e igualmente as lojas. Durante o evento após uma pausa, ao tentar utilizar as torres de recarga de celular que foram montadas, percebi que TODAS estavam desligadas, daí a pergunta:  “Se é para deixar desligado para quê colocar?”

Após passar o resto da tarde na sessão de estúdios independentes (o que foi muito recompensador) voltei ao ponto na frente do evento para fazer o caminho inverso para casa, e enfim retornei com histórias, fotos e matérias que serão postadas em breve aqui.

Meu resumo da BGS 2015 é que ela fez valer o nome de “Maior feira de games da América Latina”, muitos stands, muitas novidades e muitas atrações, apenas algumas pequenas coisas que precisam ser ajustadas, inclusive a disponibilidade de um dia que deveria ser apenas para imprensa para um público que pode pagar um pouco mais.

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