Crítica | Pixels

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Será que tem como um filme sobre games clássicos dar errado?

Pixels foi um curta de muito sucesso na internet, que mostrava videogames clássicos invadindo a terra e destruindo cidades. O curta é bem divertido e engraçado, além de ser uma ideia diferente, afinal quem iria imaginar peças de Tetris caindo do céu em um prédio e ao formar uma linha, eliminar uma linha do prédio junto?Visto o grande bloqueio criativo de Hollywood, o curta teve o destino que praticamente tudo que faz sucesso na internet tem, virar filme

A Sony Pictures comprou os direitos do curta e passou a bola para o diretor Chris Columbus que também é produtor do filme. Columbus é conhecido por dirigir os três primeiros filmes da série Harry Potter e grande culpado pelo tom que o filme seguiria assim como seu sucesso.

Eis então que em julho deste ano Pixels chegou as telas de cinema do Brasil. O enredo é simples: o presidente Will Cooper (Kevin James) busca ajuda de seu melhor amigo de infância Sam Brenner (Adam Sandler), um campeão de competições de vídeo-games nos anos 80 – e agora um instalador de home theater – para liderar uma equipe de jogadores veteranos (Peter Dinklage e Josh Gad), e assim derrotar os alienígenas e salvar o planeta. Eles ainda contam com a ajuda da tenente-coronel Violet Von Patten (Michelle Monaghan), uma especialista em tecnologia que irá fornecer aos “arcaders” as armas exclusivas para lutar contra os aliens.

Parece bom né? Mais ou menos, a idéia é muito bacana, mas a execução…

A começar pela escolha do elenco, atuações galhofadas e forçadas, piadas sem graça, momentos constrangedores e muitos outros que tornam o filme desnecessariamente chato. Enquanto Peter Dinklage parece se divertir com o papel e aproveitando ao máximo a experiência, Adam Sandler parece cansado e de saco cheio o tempo inteiro (nem vou comentar a foto da première do filme), Kevin James tem o problema que muitos comediantes enfrentam, parece o mesmo personagem em todos os filmes.

Adam Sandler muito animado na premiére do filme

Adam Sandler muito animado na premiére do filme

O enredo é interessante mas é muito mal aproveitado, o visual dos personagens é muito divertido e a forma com que os alienígenas conversam com os seres humanos, através de recortes de gravações dos anos 80, é muito boa, mas o enredo possui muitas pontas soltas evidentes, cenas desnecessárias que fazem o espectador se perguntar o porquê daquilo estar ali, naquele momento, especialmente na parte final em relação a um personagem dos games (não vou dar spoilers mas quem  assistir vai entender).

A trilha sonora é completamente irrelevante, sem nada memorável, nem mesmo empolgante, poderiam ter utilizado a trilha dos próprios jogos que estão no filme, ou então algo que lembre as trilhas clássicas dos “arcades” e a geração 8 bits, mas por algum motivo deixaram isso de lado.

Concluindo, Pixels tem uma ideia boa, uma apresentação e enredo interessantes, mas é muito mal executado, de todo o filme apenas uma cena é divertida o suficiente para fazer você dar um leve sorriso de canto de boca, Adam Sandler mostra que sua carreira está em queda livre, como se ele tivesse perdido a vontade de fazer bons filmes, quem for fã de vídeo-games vai assistir pelas referências, mas sinceramente, se for pelas referências, vá assistir Detona Ralph da Disney, que ao menos utiliza o tema de forma mais decente.

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