[Especial BGS 2012] DmC Devil May Cry – Primeiras impressões

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A série

Como contam os produtores, em 2000, a Capcom queria renovar a sua mais aclamada série, Resident Evil, colocando como protagonista um personagem mais seguro de si, debochado e muito mais estiloso que os anteriores. O material acabou por ficar tão diferente do estilo de jogo dos Resident’s anteriores que a Capcom optou, por fim, a criar uma nova franquia e se dedicar a outra linha de pensamento para o seu game de zumbis. Nascia assim então, outra franquia de peso dentro da empresa, Devil May Cry.

 

 

O personagem citado acima era Dante, um meio humano, meio demônio, que equipado de uma espada e duas pistolas, tinha o poder de se transformar totalmente em demônio, alcançando um poder que em sua forma de humano não conseguia. No ano que foi lançado, o gênero Hack’n Slash tinha alguns exemplares, mais o jogo inovou trazendo muita ação recheada de acrobacias, contra muitas hordas de demônios a serem dizimadas.

A franquia teve outros 3 games: Devil May Cry 2 (2003), Devil May Cry 3: Dante’s Awakening (2005) e Devil May Cry 4 (2008). Na Tokyo Game Show 2010 tivemos o anúncio de um novo game da série, e para a surpresa de todos, uma renovação estava a caminho. Agora quem está encarregada da produção do jogo e a Ninja Theory (responsável também por Heavenly Sword e Enslaved: Odyssey the West), em parceria com a Capcom. Quando foi revelado o novo protagonista, um Dante mais jovem e com um visual mais “Cool“, os fãs ficaram indignados com a mudança do personagem.

 

 

Passados dois anos, a Capcom trouxe ao Brasil para a BGS – Brasil Games Show a demo do game (provavelmente a que será lançada no dia 20 e 21 de novembro, respectivamente para Xbox 360 e Playstation 3), revelamos agora as impressões que o game deixou.

 

O visual

Em agosto de 2011, o design personagem recebeu certas modificações. A Capcom não se manifestou sobre elas, mas tudo leva a crer que foi devido a grande pressão e fúria dos fãs.

 

 

Graficamente, o jogo não faz feio. As texturas  estão bem definidas e os cenários muito bem detalhados, porém lhes faltam a profundidade e a grandiosidade, a exemplo de God of War, ou Darksiders II, o que lhe caiam muito bem dada a grandiosidade do game. Os desenhos dos personagens também estão muito mais detalhados, é o primeiro da série a usar realmente toda a potência dos consoles da nova geração.

Quando a demo começa, estamos em uma cidade que, ao dar mais alguns passos, se transforma toda em criaturas para nos atacar. Tudo se transforma e demônios, cameras de segurança, calçadas e até avenidas. A cidade não quer você!

Outro fator positivo que está se tornando padrão nos games lançados por aqui são os menus e legendas totalmente em português. Isso mostra que o Brasil entrou definitivamente no radar das grandes produtoras de games.

 

Jogabilidade

A jogabilidade de DmC não muda praticamente nada em relação aos seus antecessores. A síntese é a mesma, correr e socar  as hordas de demônios com várias espadas e armas, podendo mudar suas combinações no decorrer do game para obter muitas diferentes combinações de golpes. Como a Capcom deu total liberdade para a Ninja Theory fazer o “reboot” da série,  uma adição interessante é que Dante agora também tem poderes de Anjo. Assim como tem armas que mudam seus golpes e potência para quando está transformado em demônio, o mesmo acontece agora para quando está transformado em anjo, o que resulta em mais possibilidades de novos golpes e combinações diversas.

 

Impressões finais

Ao jogar DmC, você tem realmente a sensação de estar jogando os antigos games da série, mas com gráficos melhorados. O humor da série continua, o novo Dante aparenta ser mais debochado que os anteriores, mas só pelo trecho que jogamos não dá para tirar nenhuma conclusão a respeito disso, nem do enrredo. Não vimos nenhum tipo de inovação, e a questão que fica é: Será que DmC conseguirá fazer frente com os outros melhores games do gênero, God of War, Darksiders e Bayonetta?

A nossa opinião depois de ter jogado essa demo é não. O game não tem grandes destaques, e embora a evolução gráfica seja um avanço na série, se comparados aos mesmos jogos do gênero que citei acima, fica muito aquém do esperado e alardeado.

Aguarde a nossa análise da versão final do jogo que sai dia 15 de Janeiro para Playstation 3 e Xbox 360. Posteriormente, contará com uma versão para PC, mas sem data prevista.

 

 

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