Caça-Fantasmas | Crítica

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Às vezes, se deve deixar as clássicas franquias no seu canto e ainda mais, se for para trazer alguma mensagem a Hollywood.

 

Uma respeitada professora da Universidade de Columbia, Erin Gilbert (Kristen Wiig) escreveu anos atrás um livro sobre a existência de fantasmas em parceria com a colega Abby Yates (Melissa McCarthy). A obra, que nunca foi levada a sério, é descoberta por seus pares acadêmicos e Erin perde o emprego. Quando Patty Tolan (Leslie Jones), funcionária do metrô de Nova York, presencia estranhos eventos no subterrâneo, Erin, Abby e Jillian Holtzmann (Kate McKinnon) se unem e partem para a ação pela salvação da cidade e do mundo.

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O enredo não traz nenhuma novidade, segue a fórmula do original. Um dos pontos negativos do filme é a preocupação na explicação de alguns fatos que não tem grande importância no longa. O tempo gasto nessas cenas poderia ter sido muito bem mais utilizado na construção dos personagens, que ao longo do filme não tem um desenvolvimento significativo. Muitos fatos e personagens são apresentados de maneira apressada e acabam perdendo a importância na história.

O humor presente é forçado em muitos momentos, chegando ao ponto de ser caricato. As piadas acabam perdendo a graça por serem repetidas em vários momentos.

O elenco conta com muitos nomes conhecidos no meio cinematográfico e até mesmo de peso, mas isso não garantiu uma grande qualidade. As protagonistas conseguem trabalhar bem na tela, no entanto, juntas não conseguem trazer o humor que tentam mostrar.

Melissa McCarthy, Kristen Wing e Leslie Jones não conseguem entregar um trabalho bom e que soa muitas vezes exagerado e forçado. Melissa é a que mais se percebe sua tentativa falha, mesmo estando a vontade no papel, não soube utilizar as piadas.

Kate McKinnon parece a vontade no seu personagem, mesmo com falas muitas vezes com teor científico, consegue nos fazer rir. Nesses momentos, ela consegue nos convencer que entendemos o que disse e na verdade, entendemos nada. Seus momentos cômicos foram bem colocados e consegue divertir o espectador.

Chris Hemsworth rouba a cena como Kevin Beckman, representando o típico estereótipo de homem muito bonito, porém, burro, traz uma interpretação sem exageros, e que sabe “zoar” consigo mesmo.

Os efeitos são muitos bons, conseguem passar a sensação de serem reais. Sobre os fantasmas, percebe-se o cuidado de entregá-los não só visualmente chamativos, mas também assustadores. Se o espectador puder em assistir em 3D, terá uma experiência melhor para notar a qualidade do trabalho.

Outro ponto muito positivo são as referências, seja em relação aos dois primeiros filmes ou aos próprios atores anteriores. Temos momentos nostálgicos, entretanto, alguns exigem atenção adicional para serem percebidos.

Caça-Fantasmas é um longa que não tinha necessidade de ser refeito, se o intuito era trazer uma mensagem contra o machismo que as atrizes sofrem, era melhor ter feito uma história nova e que nada tivesse de ligação com o filme antigo. Não se pode negar que as crianças vão se divertir, porém, os adultos – ainda mais os fãs da versão original – somente soltarão algumas risadinhas, e muitas delas, fracas, pegarão as referências e irão contar os minutos para finalmente acabar.

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