Tales From The Borderlands | Review

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Tales From The Borderlands narra a saga de dois personagens em busca de um propósito em comum, encontrar uma Vault Key.

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Mas, para a infelicidade dos dois, eles estão sendo mantidos reféns por um personagem desconhecido, sendo aqui chamado apenas de “Stranger“. De um lado temos Rhys, um funcionário da Hyperion que tem como meta pessoal ter um cargo importante dentro da empresa e ser tão bem reconhecido e aclamado por todos como Handsome Jack foi. Quem jogou Borderlands 2 sabe qual foi o destino de Handsome Jack. Sem spoilers para tal, do outro lado temos Fiona, uma sobrevivente em Pandora (terra pós-apocalíptica que ambienta o jogo), que vive de pequenos furtos e outros devaneios com sua “família”. Entre aspas mesmo pois o jogo não aprofunda tanto assim, apenas sabe-se que Sasha é sua irmã. Fiona tem também o desejo de se tornar uma Vault Hunter, mesmo que nem ela acabe por acreditar nisso.

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O jogo permeia nomes bem conhecidos da saga, a Gearbox e 2K aparentemente deram grande apoio para a Telltale Games, a produtora de Tales From The Borderlands, que produziu também Wolf Among Us, The Walking Dead (este havendo até uma segunda temporada do game), Game Of Thrones e recém lançou Minecraft: The Story Mode.
O diferencial deste game se dá na temática de jogo, ambientação, o humor ácido e a incrível trilha sonora. Esta aqui merece prêmios.Cada episódio tem uma música de abertura e finaliza com outra que casa muito bem com o desfecho do episódio.

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A jogabilidade é padrão para os jogos da Telltale Games. Você vai andar pouco, fazer muitas escolhas de diálogos e vários “Quick Time Event” (também conhecido como QTE), para dar uma quebrada no lento ritmo de jogo. Os gráficos são cartunescos, praticamente os mesmos já vistos nos jogos da saga Borderlands… porém eu percebi uma falta muito grande de expressões por parte dos personagens. Em The Walking Dead, a Telltale trabalhou melhor nesse aspecto. O game é episódico e por tal motivo, levei muito tempo para fechar mas agora com todos os episódios já disponíveis para download (não existe mídia física para este) acredito que entre 10 e 12 horas sejam suficientes para finalizar. Para quem é fã do universo Borderlands, esse game é uma ótima chance de saber mais sobre a Hyperion, a Corporação Atlas e a mente doentia de Handsome Jack, este último causa boas risadas com Rhys sendo seu “hospedeiro”. Em alguns momentos do jogo, em especial no capítulo 04, eu pude perceber algumas deixas da  Gearbox em relação ao futuro da saga Borderlands, chegando até a imaginar um “Borderlands 3“.

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Há muitas revelações ao fim do game, que desenrola bem sua história e impacta ao nos contar quem é realmente “Stranger” e o futuro da Hyperion. Se você curte jogos com piadas ácidas, episódicos de alternativas escolhas e situados em um mundo pós-apocalíptico, esse game é pra você. Mas esteja com o inglês em dia, infelizmente o game não foi localizado para o linguajar tupiniquim.

 

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