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View Full Version : [Esquema] da Importação irregular - Contrabando.... dá-lhe Brasil



Mantrhax
16-08-2006, 15:10:19
Fonte : Folha de Sao Paulo

16/08/2006 - 13h08

PF prende 79 suspeitos de maior esquema de importação irregular do país

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PATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Onine, em Brasília

Após cerca de dois anos de investigações, a Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram hoje operação contra o que consideram 'o maior esquema já constatado de fraudes no comércio exterior' brasileiro. Ao menos 79 pessoas já foram presas.

O organização é suspeita de sonegar ao menos R$ 500 milhões em impostos aduaneiros e já teve como clientes a butique de luxo Daslu e Law Kin Chong, apontado pela PF como um dos maiores contrabandistas do Brasil.

Também entre as empresas que receberiam mercadorias do esquema estão o Shoptime (canal de TV e site de venda de produtos), a Via Veneto (que vende roupas) e a Cil Informática. No total, cerca de 24 grandes empresas comercializariam os produtos irregulares.

Batizada de 'Operação Dilúvio', a ação envolve 950 policiais federais e 350 servidores da Receita que executam 118 mandados de prisão e 220 mandados de busca e apreensão em oito Estados (Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e Espírito Santo). Trata-se da maior operação conjunta da Receita e da PF entre as 45 realizadas desde 2002.

A Folha Online apurou que entre os supostos sonegadores presos estão Marco Antonio Mansur, brasileiro que morou no Paraguai e atuava como chefe do esquema em São Paulo, e Alessandra Salewski, da área financeira do grupo.

Também foram presos nove servidores da própria Receita Federal. A polícia também encontrou R$ 460 mil e US$ 1 milhão na residência de um assessor do secretário de Fazenda de Santa Catarina. Já Antonio Carlos Barbeito Mendes, braço da quadrilha no Rio de Janeiro, está foragido.

O esquema seria comandado por um grupo empresarial em São Paulo e teria ramificações até nos Estados Unidos. Os mandados de busca, expedidos pela Justiça Federal de Paranaguá (PR) e Itajaí (SC), incluem 200 endereços, como residências dos envolvidos, empresas, principais clientes, depósitos de mercadorias, escritórios de advocacia, despachantes e colaboradores.

Os envolvidos são suspeitos de fraudes no comércio exterior, interposição fraudulenta, sonegação, falsidade ideológica e documental, evasão de divisas, cooptação de servidores públicos.

Com a colaboração do Departamento de Segurança Interna dos EUA, uma equipe de policiais federais também faz buscas na cidade de Miami (EUA), sob autorização da Justiça americana, em empresas controladas pelo grupo empresarial brasileiro. Segundo a PF, trata-se de um fato inédito na história que dá a essa operação um caráter transnacional.

Participaram da entrevista sobre a operação o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça), o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, e o secretário da Receita, Jorge Rachid.

O esquema

Nos últimos dez anos, o grupo registrou dezenas de empresas importadoras, conhecidas como 'tradings', além de diversas 'distribuidoras' que intermediavam as operações de forma a ocultar e a 'blindar' o real importador (cliente do grupo) e realizar uma expressiva redução fraudulenta de tributos.

Uma dessas 'tradings' foi citada no relatório final da CPI da Pirataria do Congresso por envolvimento na rede de abastecimento para o esquema de Law Kim Chong.

O esquema permitiu a importação de aparelhos eletrônicos, equipamentos de informática e telecomunicações, pneus, equipamentos de ortopedia e luvas cirúrgicas, frutas, embalagens plásticas, tecidos e vestuários, pilhas e baterias, carros e motos, vitaminas e complementos alimentares, produtos de perfumaria, entre outros. Os principais clientes estão localizados nos Estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.

As investigações mostram que as empresas do grupo importaram mais de R$ 1,1 bilhão nos últimos quatro anos. Considerando que os valores declarados provêm de um subfaturamento em média de 50%, pode-se estimar uma sonegação de tributos federais aduaneiros em mais de R$ 500 milhões, sem levar em conta outros tributos como ICMS, IPI, PIS, Cofins e Imposto de Renda.

Estudo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento demonstra que para cada R$ 1 bilhão em exportações há a necessidade da criação de 40 mil empregos. Inversamente, tendo em conta que a sonegação da organização criminosa foi de R$ 500 milhões, indiretamente deixaram de ser criados cerca de 20 mil empregos no Brasil.

Na maioria dos casos, as empresas importadoras promovem uma simulação fraudulenta, registrando operações como se as importações tivessem sido realizadas por conta própria, acobertando o real cliente.

Os reais importadores muitas vezes tinham conhecimento e até participavam das irregularidades, principalmente declarando preços subfaturados. O esquema permitiu expressiva redução de custos operacionais. Esta vantagem vinha basicamente do subfaturamento dos preços declarados nas importações pela quebra da cadeia do IPI, pela utilização indevida de incentivos de ICMS incidentes sobre importações.

As investigações apuraram que enquanto as empresas importadoras (tradings) e distribuidoras do grupo atuavam diretamente nas operações de comércio exterior e circulação no mercado interno, o grupo constituiu diversas empresas para promover uma 'blindagem patrimonial'. Isso era feito com o uso de empresas 'offshore' do Uruguai, Panamá, Ilhas Virgens Britânicas ou Estados Unidos (Estado de Delaware).

Os importadores de fachada também não são empresas efetivas. O quadro societário destas empresas é constituído por pessoas sem aparente capacidade econômico-financeira ('laranjas'), vinculadas ao grupo. Também ficou demonstrado que o grupo tinha estrutura para atender a um variado perfil de clientes, desde aqueles de menor expressão econômica a grandes distribuidores de marcas conhecidas no mercado.

A Receita Federal já havia agido contra o esquema ilegal em 2002 na chamada 'Operação São Paulo' e o grupo também já foi alvo da 'Operação Daslu'. A Polícia Federal, através da delegacia em Paranaguá, também já havia esbarrado com a organização criminosa em 2005, na 'Operação Carga Pesada', com a prisão de auditor fiscal da Receita Federal, empresários e despachantes de Paranaguá. Foi a partir daquela operação que se estruturou a 'Operação Dilúvio', deflagrada hoje.

Más linguas ainda afirmam que muitas empresas online, ex :submarino, recebiam mercadorias contrabandeadas.

Assim qualquer topeira fica rica né ?


DURMA-SE COM UM BARULHO DESSE !!!!!

Ronca_Lapor
19-08-2006, 02:07:38
http://xs205.xs.to/xs205/06336/LULA[2].JPG

:D

bluR
19-08-2006, 14:01:26
http://xs205.xs.to/xs205/06336/LULA[2].JPG

:D
kara
isso foi real?
aehaiuehauiea

MacLogan
19-08-2006, 14:14:17
hahahahahah
shoptime na lista ueaheaueahueaheauhea

Snap
19-08-2006, 18:34:34
kara
isso foi real?
aehaiuehauiea
tsc tsc tsc....
que perguntinha...parece un tal de snap

Zinedine_Zidane
19-08-2006, 20:05:27
:confused: essa PATRÍCIA ZIMMERMANN é parente daquela Vera ZIMMERMANN, q possou pra playboy nos anos oitenta e é atriz:confused:

bluR
19-08-2006, 22:01:51
tsc tsc tsc....
que perguntinha...parece un tal de snap
kara
eu nao to sabendo de nada
nos ultimos meses eu nao ando vendo jornal nem nada..
aiehiaheiua

trampo + facul + tce nao da pra mim nem dar uma saidinha pra tomar umas brejas!
por isso nao sei se eh real nao =P